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12 May 2021

Passarela da CCR na Bonocô é embargada pela Sucom por não seguir padrão municipal

A obras da passarela do metrô na Avenida Bonocô, de responsabilidade da CCR Metrô, foi embargada pela Secretaria Municipal de Urbanismo (Sucom) nesta terça-feira (6), após uma série de notificações de ilegalidade da construção. “A obra foi embargada hoje, notificada para não prosseguir com aquela atividade e a gente promoveu o embargo: não faça mais nada do que vocês estão fazendo aqui. Recolha o equipamento e este modelo nós não aceitamos. O que tem que ser instalado aqui são as nossas passarelas, no padrão municipal. Qualquer coisa diferente disso a prefeitura não aceita”, declarou o subsecretário da Sucom, Sérgio Guanabara. De acordo com o gestor, a CCR tem construído o equipamento fora das normas utilizadas em Salvador, com arquitetura e tecnologia propostas pelo arquiteto Lelé. “O modelo de passarela a ser utilizado foi objeto de discussão quando no momento do licenciamento. Dissemos que o modelo era do arquiteto Lelé e funciona na cidade há 30 anos. Houve aceitações e a gente imaginava que estava andando conforme a Sucom licenciou”, relatou Guanabara ao Bahia Notícias.

O gestor relatou ainda que houve início de conversa entre técnicos da CCR e da Sucom, há cerca de dois meses, em que foi necessário notifica-los para que fossem atendidas as especificações municipais, o que não aconteceu. “Eles alegam que nossa passarela não é segura. Se não é, que eles apresentem um laudo. Eles estão focados em relação a custo. É uma passarela mais barata, com material que foge ao nosso padrão”, acrescentou Guanabara. Caso a CCR insista em não respeitar os padrões estabelecidos pelo Município quanto à construção de passarelas, a Sucom não deve conceder o Habite-se e ainda apreender o material utilizado. “A gente lamenta profundamente esse tipo de postura que a CCR está tentando implementar. Do nosso ponto de vista, é absoluto desrespeito com a cidade, com a população e com a prefeitura. Esse desrespeito não vamos aceitar. Salta aos olhos da gente. Até o modelo de metrô que eles utilizam é confuso, é ultrapassado, querer colocar passarela que foge ao padrão municipal é inaceitável”, concluiu Guanabara.

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Por: Bahia Notícia

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