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20 September 2021
Os malefícios do cigarro vão além da saúde (Foto: Yuriko Nakao / Bloomberg)

Pesquisa comprova que fumantes têm 30% menos chances de arranjar um emprego

Foi indicado pelo Jornal da Associação Americana de Medicina nesta segunda (11) uma pesquisa, liderada pela psicóloga Judith Prochaska, da Universidade Stanford, comprovando que fumantes desempregados têm menos chances de voltar ao mercado de trabalho em comparação com os não fumantes, e quando conseguem um novo emprego, o salário é menor. Por hora, eles recebem 5 dólares a menos do que os que não fumam. Em uma jornada de trabalho semanal de 40 horas, o prejuízo chega a 800 dólares por mês (aproximadamente R$ 3.200).

Na pesquisa, 217 desempregados (109 fumantes e 108 não fumantes) foram acompanhados durante um ano. O dobro de não fumantes (60) retornaram ao mercado de trabalho, enquanto apenas 29 fumantes conseguiram um novo emprego. Isso significa que fumantes tiveram 30% menos chances de se empregar do que os não fumantes. Nos locais de trabalho fechados, nos municípios em que o estudo foi feito, há leis que proíbem o fumo. Já no Brasil, é proibido fumar em lugares fechados, sendo públicos ou privados, mesmo que o ambiente esteja parcialmente fechado por um toldo, de acordo com a Lei Antifumo.

Há 25 milhões de fumantes no Brasil, dentre eles, quase a metade (45%) informou que o seu último chefe incentivou o fumo ou lhe ofereceu cigarros. Os que foram criticados pelo empregador somam 35%. A quantidade de funcionários dispensados do trabalho por fumar foi de 8,4%. Apenas 7% receberam apoio dos empregadores para abandonar a nicotina.

Atualmente, algumas empresas estão adotando estratégias para os trabalhadores deixarem de fumar. Outras investem em campanhas antitabagismo para reduzir os gastos com a saúde. Algumas adotam medidas mais rigorosas, proibindo o funcionário de fumar durante o horário de trabalho e aumentam o valor da coparticipação no plano de saúde daquele que é fumante.

Por Click Notícias
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