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24 September 2021

Pesquisadores da USP desenvolvem nova molécula para tratamento de doença de Chagas

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Uma nova molécula para tratamento da doença de Chagas está sendo desenvolvida por pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP). A nova substância, de acordo com a professora da Faculdade de Ciências Farmacêuticas de Ribeirão Preto, Ivone Carvalho, é menos tóxica e mais eficiente no tratamento do que os medicamentos usados atualmente. “Nesses estudos, ela mostrou uma resposta interessante. Não foi tóxica para a célula. Teve maior atividade para matar o parasita do que o próprio fármaco”, afirma. O estudo é baseado na estrutura do benznidazol, remédio utilizado no Brasil para combater o Trypanossoma cruzi, parasita transmitido pelo inseto conhecido como barbeiro e causador da doença. Ivone explica que a ideia é aperfeiçoar o tratamento. Segundo a pesquisadora, o tratamento utilizando atualmente é antigo e tem problemas de toxicidade e ineficácia na fase crônica. Além de ser resistente ao tratamento. Os sintomas da doença são febre e mal-estar, podendo ser confundidas com outras enfermidades. Se a doença não for tratada corretamente, o paciente pode desenvolver a forma crônica da doença, quando Trypanossoma se hospeda nos tecidos e pode causar o crescimento de órgãos como o coração e o esôfago. De acordo com o Ministério da Saúde, no Brasil, existem entre 2 e 3 milhões de pessoas infectadas, a maior parte está na fase crônica. A Agência da USP de Inovação já patenteou a molécula. A nova substância deverá ter menos efeitos colaterais do que a usada hoje, que causa enjôos e dores estomacais. O próximo passo serão os testes com camundongos, a serem feitos na Faculdade de Medicina da USP.
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