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18 May 2021

Pintar ou alisar cabelo com frequência pode aumentar risco de câncer, diz estudo Read more: http://oglobo.globo.com/sociedade/saude/pintar-ou-alisar-cabelo-com-frequencia-pode-aumentar-risco-de-cancer-diz-estudo-

Cabelereiros seriam o grupo mais exposto a substâncias cancerígenas, de acordo com pesquisa da Suécia

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Estudo sueco sugere que cabelereiros devem usar luvas para prevenir câncer Foto: Angelo Antônio Duarte / Agência O Globo
Estudo sueco sugere que cabelereiros devem usar luvas para prevenir câncer – Angelo Antônio Duarte / Agência O Globo


RIO – Pintar ou alisar o cabelo com frequência pode elevar a autoestima, mas é bom saber dos riscos envolvidos. Um estudo realizado por cientistas suecos de diferentes universidades mostrou que tintura para cabelos e técnicas de alisamento podem causar câncer a longo prazo. E a principal vítima, segundo a pesquisa, seria quem está mais exposto aos produtos: os cabeleireiros.

Para chegar a essa conclusão, os médicos coletaram amostras de sangue de 295 profissionais de salão de beleza, 32 usuários regulares de corantes para cabelo e outras 60 pessoas que faziam tratamento regular para alisar ou ondular as madeixas. A partir dos dados, percebeu-se que a quantidade de células cancerígenas era diretamente proporcional à frequência com que os participantes entravam em contato com os produtos químicos. Não por acaso, os cabeleireiros apareceram como o grupo de maior risco.

O estudo também oferece soluções para prevenir a doença entre os profissionais da área. Uma delas seria o uso diário de luvas. Além disso, em casos onde não é possível usar a proteção, como o corte de cabelo, os médicos sugerem que os cabeleireiros deveriam antecipar essa parte, para somente depois começar a utilizar os produtos químicos.

O resultado segue a linha de outras pesquisas que colocam em xeque os tratamentos cométicos utilizados nos salões de beleza. Em 2011, por exemplo, a Administração Ocupacional de Segurança e Trabalho, vinculado ao Departamento de Trabalho dos Estados Unidos, emitiu um alerta contra a técnica conhecida como “alisamento brasileiro”, que teria substâncias cancerígenas como o formaldeído em níveis muito acima do permitido.





 

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