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23 October 2021

PM que atirou na Ribeira não tinha patente e arma registrada

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O policial militar Jorge Antônio Gomes dos Santos, principal suspeito de ter matado o técnico em informática Fábio Luis dos Santos, na madrugada do ultimo sábado (18), em um bar na Ribeira, prestou depoimento na tarde desta terça-feira (21), na Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP). De acordo com o delegado Reinaldo Mangabeira, a apresentação do acusado ocorreu após investigação que iniciou no dia do crime e levou a uma busca e apreensão de Jorge.

Após Jorge ser liberado, o delegado Reinaldo Mangabeira em entrevista coletiva relatou que o suspeito era um policial que foi afastado do cargo em 1998, após cometer outro homicídio e que havia sido reinterado em 2010, como policial reformado. Mesmo afastado do cargo, o suspeito usava a patente de sargento e posse de arma irregular.
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Na noite do crime, o acusado também utilizava uma pistola, de calibre 380 onde em depoimento, alegou que foi comprado na mão de um ex-policial há mais de 10 anos e quando fugiu correndo do bar após cometer o homicídio, disse que a arma caiu da cintura.

Ainda de acordo com o delegado, Jorge pertencia a 35° Companhia de Polícia Militar (CIPM) e após prestar depoimento na tarde desta terça (21), foi encaminhado para o Batalhão de Polícia em Lauro de Freitas onde ficará preso por 30 dias até a Polícia Civil finalizar as investigações.
O crime teria acontecido após Fábio Luis ter reclamado duas vezes com o policial por derramar champanhe no mesmo. Jorge teria achado ruim após a segunda reclamação e deferiu dois tiros contra a vítima, que caiu imediatamente e depois se abaixou para efetuar mais dois disparos, fugindo em seguida.
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