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23 July 2021

Polícia Federal acha planilhas de propinas da JBS onde PMDB recebeu R$ 5 milhões

A Polícia Federal teve acesso à planilhas da empresa JBS antes mesmo da delação do empresário Joesley Batista. A PF já havia enviado à Justiça Federal planilhas da empresa que apontam o pagamento de R$ 34 milhões em propinas para políticos e para o PMDB no Mato Grosso do Sul.

Segundo a Folha de S. Paulo, os documentos foram apreendidos durante a Operação Lama Asfáltica, que investigava um suposto esquema de superfaturamento de obras e desvios em Campo Grande (MS). O ex-governador André Puccinelli (PMDB) era um dos alvos da operação.

As planilhas com datas, nomes e valores e cópias de três acordos assinados entre a JBS e o governo do Estado para concessão de benefícios fiscais foram encontradas em 2016, na casa de um secretário adjunto da Fazenda no Estado. Os acordos eram assinados, pela JBS, por Valdir Boni, que se tornou delator no acordo fechado com a PGR (Procuradoria Geral da República).

Os papéis apreendidos foram entregues pela PF à Justiça Federal, no dia 19 de abril. A publicação explica que uma auditoria feita nas planilhas pela CGU (Ministério da Transparência, Fiscalização e Controladoria Geral da União) indicou uma relação entre os benefícios obtidos pela JBS na área tributária e os valores anotados como pagamentos, à proporção de 20%.

Segundo o que consta nas anotações, R$ 5 milhões foram pagos ao “PMDB”, R$ 9,2 milhões para uma empreiteira e mais R$ 2 milhões para uma gráfica, entre outros pagamentos.

A PF confirmou o conteúdo das delações da JBS e o que veio a público depois da investigação de MS. Valdir Boni entregou um documento à PGR no qual afirma que a JBS pagou R$ 150 milhões como remuneração pelos decretos, tanto na gestão de Puccinelli quanto na do atual governador Reinaldo Azambuja (PSDB).

Em resposta, Reinaldo Azambuja afirma que as doações feitas pela JBS foram declaradas à Justiça Eleitoral e que, desde que tomou posse em 2015, alterou a política de incentivos fiscais e isso fez “dobrar” os recolhimentos da JBS em impostos.

A reportagem não conseguiu contato com André Puccinelli.

Inf: Notícias ao Minuto

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