Data de Hoje
4 August 2021

Policiais civis afirmam que não vão aderir à escala do Carnaval

Em assembleia nessa quarta-feira (11), policiais civis da Bahia reafirmaram a intenção de não aderir à escala do Carnaval do ano que vem se não houver uma correção nos valores das diárias, horas extras e plantão da festa pelo Governo do Estado. Na pauta, os policiais exigem pagamento imediato da GAPJ IV, incluindo retroativos, negociação da reestruturação salarial, reajuste linear, aumento no auxílio alimentação e no transporte. Uma das reivindicações era um decreto determinando promoções, que foi assinado por Rui Costa nesta quarta-feira (11). A assembleia aconteceu no auditório da Associação dos Funcionários Públicos (AFPEB).

O vice-presidente do Sindicato dos Policiais Civis (Sindpoc), Eustácio Lopes, detalhou em nota problemas com a escala carnavalesca. Segundo ele, 90% dos servidores que trabalham no Carnaval de Salvador são do interior e os valores da diária não cobrem os gastos. “As diárias são equivalentes ao nível médio e deveriam ser correspondentes ao nível superior, conforme  Decreto 13.169, de 12 de agosto de 2011, combinado com a Lei Orgânica  da Polícia Civil. É um absurdo um  carnaval bilionário como o da Bahia penalizar dessa forma os trabalhadores! Em decorrência dessa falta de diálogo do Governo do Estado  e a ausência de uma negociação em relação às pautas reivindicadas, a categoria resolveu não aderir à escala do carnaval de 2018″, diz.

Para Eustácio, o efetivo policial atual, de cerca de 7.500 servidores, é baixo para a complexidade da segurança de uma festa como o Carnaval. Ele estima que o ideal seria 15 mil policiais ativos. As horas extras chegam a 120 por mês, afirma. “É um trabalho análogo ao da escravidão. No carnaval, os  servidores acabam dormindo em viaturas, abrigos e escolas”, afirma. A diária atualmente é de R$ 149, com plantão noturno valendo R$ 222. A categoria quer aumentar a diária para R$ 207 e o plantão para R$ 563. (Correio)

Facebook Comments