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18 July 2024

Prefeitura entrega requalificação de terreiro e tem projeto para mais 100 locais

Foto: Valter Pontes/ Secom

 

A Prefeitura de Salvador entregou nesta quarta-feira (3) a requalificação do terreiro Ilê Axé Omim Deua. O local é o primeiro beneficiado do programa Casa Odara, que realiza melhorias na infraestrutura física dos terreiros das religiões de matriz africana. Inicialmente o projeto envolve 100 espaços cadastrados na Prefeitura mas a meta da gestão é alcançar mil terreiros em quatro anos.

 

O prefeito Bruno Reis, que estava presente na entrega, explicou que o programa Casa Odara foi inspirado no Morar Melhor e que a conclusão da reforma em um curto espaço de tempo mostra a eficiência da gestão municipal. “Desde o lançamento do programa, enfrentamos muitos desafios, especialmente os causados pelas chuvas em nossa cidade. No entanto, continuamos projetando o futuro e transformando boas ideias em realidade”, disse Bruno.

 

O gestor disse ainda que a expectativa era atender, inicialmente, 50 terreiros mas por reivindicação do segmento o número dobrou. A secretária municipal da Reparação, Ivete Sacramento, disse em seu discurso que a Prefeitura discutiu e elaborou muitas políticas para população negra e comunidades de terreiros na capital baiana. “Agora, estamos focados em ações concretas. Desde o início, temos perseguido a realização dessas ações, e o senhor, prefeito Bruno Reis, tem mostrado força e compromisso com as comunidades de terreiros. Estamos sempre presentes, trabalhando com as comunidades de terreiros. Esta ação específica é um exemplo de coragem e determinação”, disse Ivete.

 

Evilásio Bouças, presidente do Conseelho Municipal das Comunidades Negras (CMNC), enfatizou a importância do programa Casa Odara. “Trata-se de uma política pública que surge a partir do Estatuto da Igualdade Racial e da luta da população negra, do movimento negro e dos religiosos de matriz africana. São várias instituições que lutam cotidianamente para melhorar as condições de vida dos jovens de matriz africana e da população negra como um todo, que representa oitenta e três por cento da população de Salvador”, explicou.