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2 December 2021

Presidentes da Odebrecht e da Andrade Gutierrez são transferidos para presídio

Além de Marcelo Odebrecht e Otávio Marques de Azevedo, outros seis executivos das empreiteiras são levados a complexo penal na região metropolitana de Curitiba

Presos da operação Lava Jato são transferidos da sede da Polícia Federal para o Complexo Médico Penal de Pinhais em Curitiba, PR, na manhã deste sábado (25)

Presos na carceragem da Polícia Federal em Curitiba desde 19 de junho, oito executivos de empreiteiras envolvidos na Operação Lava Jato foram transferidos na manhã deste sábado para o Complexo Médico-Penal, em Pinhais, região metropolitana de Curitiba. Entre eles estão Marcelo Odebrecht, presidente da construtora de mesmo nome, e o presidente da Andrade Gutierrez, Otávio Marques de Azevedo. Completam a lista os executivos Alexandrino Alencar, César Rocha, Elton Negrão, João Antonio Bernardo, Márcio Faria e Rogério Araújo.

A transferência ocorre um dia depois de o Ministério Público aprensentar à Justiça a mais importante denúncia da Lava Jato desde o início da operação, em março de 2014. Os procuradores formalizaram a acusação contra Odebrecht, Azevedo e outros vinte executivos e ex-funcionários das duas empreiteiras. Entre os crimes apontados estão corrupção, lavagem de dinheiro e organização criminosa. Também são alvo da nedúncia lobistas, o doleiro Alberto Youssef e o ex-diretor de Serviços da Petrobras, Renato Duque.

Levados à penitenciária em Pinhais, os empresários passarão a fazer companhia a outros detidos no escândalo do petrolão, como Renato Duque e o ex-tesoureiro do PT João Vaccari Neto. O pedido de transferência foi apresentado pela PF no último dia 22 ao juiz Sergio Moro. A PF alegou que a carceragem em Curitiba é um local destinado a presos transitórios ou detidos em flagrante. “As instalações são limitadas, sendo capaz de absorver um pequeno número de presos, e a manutenção destes nas celas dificulta a operacionalização das autuações em flagrante e fragiliza a segurança do local em alguns momentos de excesso de custodiados”, afirmou o delegado Igor Romário de Paula ao requisitar a transferência.

O juiz Sergio Moro acatou os argumentos apresentados pelos policiais e explicou que “a ala específica do Complexo Médico Penal disponibilizada pela Secretaria de Segurança Pública do Paraná é local adequado para a acomodação dos presos no sistema prisional estadual, talvez até com melhores condições do que as da carceragem da Polícia Federal”. No Complexo Médico-Penal, Odebrecht e os demais executivos vão ficar separados dos demais presos.

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