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5 August 2021
Foto: Reprodução

Professores de universidades estaduais fazem paralisação de 24 horas

Professores das quatro universidades públicas da Bahia fazem paralisação das atividades por 24 horas a partir desta terça-feira (28). Os docentes fizeram um ato de panfletagem no início da manhã, nas imediações da Universidade Estadual da Bahia (Uneb) no Cabula, em Salvador.

O protesto foi validado nas assembleias da categoria em outubro, para que os portões pudessem ser fechados nesta terça. Um indicativo de greve também foi aprovado. Os professores pedem a destinação mínima de 7% da receita líquida de impostos do estado, para o orçamento anual das universidades.

Conforme a Associação dos Docentes da Uneb (Aduneb), entre 2013 a 2016, as universidades baianas acumularam redução de R$ 213 milhões no orçamento. Na Uneb, 279 professores estão com direitos trabalhistas negados, conforme a Aduneb.

De acordo com o coordenador geral da Aduneb, Milton Pinheiro, a paralisação reivindica também a recomposição salarial dos professores. “Mesmo tendo quatro universidades públicas no estado, o governador nunca nos recebeu e nem demonstra interesse em conversar com a categoria”, disse.

Ele pontua ainda que cerca de 5500 docentes, que representam o total dos professores das quatro universidades aderiram à paralisação. Mais de 70 mil alunos são afetados com a parada, que também teve participação do corpo técnico, conforme Milton.

A tentativa de contato com as quatro universidades não foi possível. A Universidade Estadual da Bahia (Uneb) e a Universidade Estadual de Santa Cruz (Uesc) ficaram em silêncio.

As Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (Uesb) e Universidade Estadual de Feira de Santana (Uefs) informaram que têm conhecimento do indicativo de greve.

A Uesb disse que não vai se posicionar sobre o caso. A Uesf informou que os docentes fizeram panfletagem no campus no início da manhã, mas voltaram às atividades. Por G1

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