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2 December 2021

Projeto de novo shopping na orla está parado

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Um ano e sete meses após a apresentação oficial do projeto do “novo Aeroclube” (Shopping Bosque) as obras de construção do empreendimento não têm previsão para ser iniciadas.

As intervenções foram anunciadas para começarem em janeiro deste ano, mas o equipamento ainda não teve nem o alvará de construção emitido. A área descampada à beira-mar após a demolição das estruturas do antigo Aeroclube Plaza segue cercada por tapume metálico.

O motivo alegado pelo grupo Jereissati (investidor do projeto) é a crise econômica, segundo informa o secretário municipal da Casa Civil, Luiz Carrera. Segundo ele, o grupo solicitou “dilatação” do prazo inicial para a conclusão do empreendimento, prevista para 24 meses após o início das obras.

O prazo inicial para o empreendimento ficar pronto era para o início de 2017. O imbróglio deve perdurar ainda mais, mesmo após os anos de abandono do antigo shopping, demolido em maio do ano passado.

“Essa solicitação vai ser avaliada pelo Conselho Gestor de Concessões [da prefeitura]. O grupo alega que, de janeiro para cá, a situação econômica do país mudou muito. Vamos examinar. O prazo quem vai dizer é a prefeitura”, diz Carrera

Carrera conta que ainda não tem uma data prevista para que a prefeitura responda a esse pedido. O secretário destaca, ainda, que empreendimentos em outros estados – e não apenas shopping centers – estão enfrentando situações parecidas, por conta da diminuição de recursos empregados pelos grupos investidores.

“Temos vários exemplos pelo país de centros comerciais que estão parados ou com processo de ocupação lento”, frisa o gestor.

O Shopping Bosque será erguido em grande área na orla da Boca do Rio e tem investimento previsto de cerca de R$ 200 milhões.

O empreendimento deverá ter lojas-satélite [de menor porte], duas lojas-âncora [maiores], cinco megalojas [de departamentos], oito restaurantes, um complexo de cinema com sete salas e 2.676 vagas de estacionamento de veículos.

A expectativa é que gere 3,8 mil empregos diretos, dois mil nas obras. O Aeroclube, no auge, contava com 140 lojas e gerava 10 mil empregos diretos e indiretos.

 

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