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3 December 2021

PTN baiano pode ter mais 4 baixas

A debandada se deve, inicialmente, à ida do partido para a base do governador Rui     O PTN perdeu dois vereadores nesse início de semana, antes perdeu o ex-prefeito de Camaçari, José Tude, e agora está prestes a perder dois deputados, Alex Lima e Alan Castro, sem contar a insatisfação de mais um vereador, o mais votado de Salvador, Carlos Muniz. A debandada se deve, inicialmente, à ida do partido para a base do governador Rui Costa (PT) no início deste ano, onde a legenda assumiu o comando do Departamento de Trânsito (Detran). Como na Câmara de Salvador os vereadores eram da base do prefeito ACM Neto (DEM), os legisladores foram para a oposição compulsoriamente. Logo de início, o vereador Tiago Correia se negou a aderir ao grupo liderado por petistas e foi convidado por Neto para assumir a Limpurb. Agora, Correia também já fala em sair do PTN alegando que o partido segue uma orientação e ele pertence a outra, a do prefeito ACM Neto. Lá se vão quatro acenando para a saída da legenda comandada no estado pelo deputado federal João Carlos Bacelar. Ao ver o anúncio de saída dos vereadores Kiki Bispo e Beca, o dirigente partidário resolveu se manifestar sobre as perdas. Em nota, Bacelar diz que não pratica a política de impor aos seus filiados “a obrigatoriedade” de permanência na legenda. O deputado defende ainda que só fique no partido aqueles que se identificam com as “bandeiras de trabalho” peteenistas. “A democracia pressupõe o contraditório. E foi sabendo conviver com o contraditório, que a cada eleição, crescemos nas urnas”, apontou. Entretanto, esse é um ponto que o vereador Carlos Muniz usa como argumento para sinalizar sua insatisfação com o comando da legenda. O legislador, que ainda permanece no grupo de oposição ao prefeito ACM Neto com o colega Toinho Carolino, diz que o partido cresceu muito, e agora não está mais ouvindo seus membros. Ele conta que desde que o PTN foi para a base do governo Rui, não se tem o diálogo que existiu em outros tempos. Muniz também relata que se a direção do partido não mudar o ‘modus operandi’, não terá opção a não ser sair do partido. A posição de Muniz veio logo após a nota do presidente do partido, que também pedia aos militantes do partido que, aqueles contrários às propostas da legenda, deviam se manifestar e buscar novos caminhos. “Não podemos permitir que um projeto partidário vitorioso seja obstruído por quem não quer caminhar conosco”, disse o dirigente, alfinetando seus correligionários. No caso do deputado estadual Alex Lima, a queixa também diz respeito ao modo de comando do partido. Recentemente, o parlamentar se revoltou com a troca de presidente do partido na cidade de Alagoinhas. Lá, o vereador Jorge da Farinha, que já comandava a sigla, apoiou Lima com a promessa de que seguiria à frente do PTN local. Mas, segundo o deputado, a presidência foi trocada e sequer foi consultado. No lugar do vereador, entrou Filadelfo Neto, primo de Bacelar. O legislador estadual considerou o ato um “desrespeito” consigo e com o vereador destituído. Com tantas baixas, o presidente do partido diz que o PTN não pode parar por conta de projetos pessoais e agora se volta para as eleições de 2016, formando “chapas competitivas” em busca de prefeituras e Câmaras de Vereadores em toda a Bahia. Aliado a isso, o partido tenta atrair novas filiações. “Para alcançar mais conquistas, já iniciamos o processo de filiação de novos quadros, que qualificam e fortalecem o partido. Estamos sendo procurados e buscando definir pelos melhores”, explicou o presidente. Na Câmara de Salvador, o vereador Muniz relata que o problema na debandada é decorrente exatamente das eleições do ano que vem. Segundo ele, com a insatisfação dos deputados estaduais Alex Lima e Alan Castro, incluindo aí Carlos Geílson que já pediu a desfiliação do partido por não concordar com a ida da legenda para o lado petista, os vereadores têm visto um cenário sem apoio ou sustentação para enfrentar as urnas daqui a pouco mais de um ano

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