Reconhecimento facial no Carnaval de Salvador captura 49 foragidos e reforça segurança nos circuitos oficiais
O uso do Sistema de Reconhecimento Facial da Secretaria da Segurança Pública da Bahia (SSP-BA) segue apresentando resultados durante o Carnaval da Bahia. Até a madrugada desta segunda-feira (16), quarto dia oficial da festa, 49 foragidos da Justiça foram capturados com o auxílio da tecnologia, sendo oito prisões registradas apenas nas últimas 24 horas do balanço divulgado.
As capturas ocorreram nos principais circuitos da capital baiana: Dodô (Barra-Ondina), Osmar (Campo Grande) e Batatinha (Pelourinho), pontos de maior concentração de público durante a folia. Os suspeitos foram identificados após passarem pelos Portais de Abordagem, estruturas equipadas com câmeras inteligentes capazes de cruzar imagens em tempo real com o banco de dados da segurança pública.
Oito prisões em um único dia reforçam atuação tecnológica
No quarto dia oficial do Carnaval, encerrado na madrugada de segunda-feira (16), oito pessoas com mandados de prisão em aberto foram localizadas e presas. Com isso, o número total de capturados chegou a 49 desde o início da festa.
Entre os detidos estão indivíduos procurados por homicídio, tráfico de drogas e dívida de pensão alimentícia. Após a identificação pelo sistema, as equipes policiais realizaram a abordagem e confirmaram a existência dos mandados judiciais em aberto.
Os presos foram encaminhados às Delegacias Especiais de Área (DEAs), instaladas estrategicamente nos principais pontos da festa, onde permanecem à disposição da Justiça.
Monitoramento em tempo real amplia controle nos circuitos
O Sistema de Reconhecimento Facial integra o conjunto de ferramentas tecnológicas adotadas pelo Governo do Estado para reforçar a segurança em grandes eventos. Durante o Carnaval, o monitoramento é intensificado nos acessos aos circuitos, permitindo que pessoas com pendências judiciais sejam identificadas ao tentarem entrar nas áreas de maior concentração de foliões.
Os Portais de Abordagem funcionam como barreiras de controle, onde câmeras capturam imagens do público e cruzam automaticamente com registros oficiais. Quando há compatibilidade com banco de dados de procurados, uma equipe policial é acionada para realizar a verificação presencial.
A estratégia busca retirar de circulação indivíduos com mandados de prisão em aberto, aumentando a sensação de segurança nos circuitos e reduzindo riscos de ocorrências graves durante a festa.
Segurança pública reforçada no Carnaval da Bahia 2026
O balanço parcial indica que a tecnologia tem sido um dos principais instrumentos de apoio às forças de segurança no Carnaval deste ano. A marca de 49 prisões em quatro dias oficiais de festaevidencia a aplicação prática do sistema no enfrentamento à criminalidade em meio a grandes aglomerações.
A atuação ocorre de forma integrada entre Polícia Militar, Polícia Civil e demais órgãos da segurança pública, com suporte das estruturas montadas especificamente para o período carnavalesco.
Ações preventivas complementam estratégia de proteção
Além do uso do reconhecimento facial para identificação de foragidos, outras iniciativas reforçam o esquema de segurança da festa. Como complemento às ações estaduais, a Guarda Civil Municipal (GCM) mantém um trabalho preventivo voltado especialmente para crianças que frequentam os circuitos.
A GCM estima distribuir até 15 mil pulseiras de identificação ao longo do Carnaval. O acessório contém o nome da criança e o telefone do responsável, facilitando a localização em caso de desencontro em meio à multidão.
Somente no último sábado (14), tradicionalmente marcado por atrações voltadas ao público infantil, a previsão era entregar ao menos 1,5 mil pulseiras. No entanto, as chuvas registradas durante a manhã impactaram a estimativa de público e reduziram o número de crianças identificadas ao longo do dia.
De acordo com a corporação, a ação é realizada desde 2017 e integra as estratégias de prevenção à violência e proteção de menores durante grandes eventos. Além da identificação, as equipes orientam as crianças a procurar agentes de segurança — como guardas municipais e policiais — caso se percam dos responsáveis.
