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22 September 2021
Foto: Raul Spinassé/A Tarde

Rodoviários fazem paralisação contra impeachment

Os rodoviários paralisaram as atividades nesta sexta-feira, 15, em Salvador, desde as 4 horas. De acordo com o sindicato da categoria, a previsão é que eles comecem a rodar a partir das 8 horas.

Foto: Raul Spinassé/A Tarde
Foto: Raul Spinassé/A Tarde

O ato faz parte do Dia Nacional em Defesa da Democracia e o grupo que protesta contra o que eles classificam de “golpe” (impeachment da presidente Dilma Rousseff). A mobilização foi proposta pela Central Única dos Trabalhadores (CUT) e, apesar de ter sido apoiada pelo Sindicato dos Rodoviários, alguns profissionais do setor informaram que aderiram, mas que eram contra a paralisação.

“Está todo mundo chateado, porque não foi uma coisa que a gente que procurou. Foi uma coisa que eles (o sindicato) mesmos botaram”, disse um motorista de prenome Marcos. Alguns rodoviários reconheceram a importância da paralisação, mas acharam que foi organizada de última hora.

Usuários recorrem a transporte complementar

Foto: Raul Spinassé/A Tarde
Foto: Raul Spinassé/A Tarde

Com a paralisação, a população recorre ao Sistema de Transporte Clandestino (Stec), mototáxi e transporte clandestino. Contudo, o movimento na cidade ainda foi pequeno no início da paralisação e começou a aumentar a partir das 6h30 desta sexta.

Muitos passageiros deixaram de seguir para os pontos por conta do anúncio do movimento dos rodoviários. No Largue do Tanque, Suburbuna, Paralela, Bonocô e São Cristóvão, o fluxo ainda é pequeno.

O movimento é mais intenso na margem da BR-324, em Campinas de Pirajá e nas avenidas Bonocô e ACM.

Mototáxi

Em Pirajá, mototáxi ajudam a transportar moradores do bairro. No entanto, segundo mototaxistas, movimento é fraco nesta manhã.

O transtorno para pegar ônibus impediu a operadora de telemarketing Isana Souza, 29, de chegar no trabalho no horário determinado (7h30). Às 7h, ela ainda esperava no ponto, em Campinas de Pirajá, por uma linha que segue para a Ribeira ou Estação da Lapa. “O chefe vai ter que entender, porque é um problema geral”, argumentou ela, temendo o corte do dia de trabalho.

Por A Tarde
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