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25 January 2022
Foto Mara Sikvany

Rodoviários se sentem ameaçados, reagem e vão às ruas contra retirada de 100 linhas

A retirada de 100 lindas é retirar mais de 2 mil postos de trabalhos”

Rodoviários de Salvador realizaram na tarde desta sexta-feira (30/11), uma passeata com cerca de 300 rodoviários, saindo do Campo Grande sentido Praça Castro Alves, esse é o segundo ato. Pela manhã a categoria fez uma passeata do Campo da Pólvora em direção ao Ministério Público, a categoria foi em busca de uma solução.

Cerca de quatro ofícios foram enviados pelos sindicais junto ao Ministério Público reivindicando melhorias nas condições de trabalho e solicitando o cancelamento da extinção das 100 linhas. Se tornar mais um na taxa de desempregados é o maior medo dos funcionários.

Presidente do Sindicato dos Rodoviários, Fábio Primo.

Durante entrevista os rodoviários criticam a posição do prefeito de Salvador, ACM Neto (DEM) pela falta de preocupação para com os funcionários e a população. “Só quem sabe que o sapato tá apertado é quem usa”. Diz Fábio Primo presidente do Sindicato dos Rodoviários. Ainda em entrevista Fábio disse que existe um documento garantindo a categoria que não retire as 100 linhas como foi dito pelo secretário Bruno Dauster, que diz que não é retirada de linha e sim restruturação. “ O que precisa agora é estar no papel, bolar um documento com a casa civil, SEMOB, nós rodoviários, sindicato Patronal para que tudo isso acabe que a cidade tenha um Natal em Paz”, disse.

Tiago Ferreira, representante da CUT e do Sindicato dos Rodoviários.

Para Tiago Ferreira, representante da CUT e do Sindicato, o secretário Bruno Dauster fez uma fala desastrosa, “ a retirada de 100 lindas de ônibus isso significa retirar 400 ônibus da cidade, e retirar mais de 2 mil postos de trabalhos”. Tiago pede que o Ministério Público negocie com estado, município, sindicato e com a CUT e a sociedade civil organizada para fazer um acordo.

“Ao invés de retirar as linhas que seja remanejada para favorecer ainda mais a população e não prejudicar”, concluiu.

Depois da integração com o metrô funcionários e usuários reclamam de algumas medidas desse novo modal. “Houve esse modal novo que não foi totalmente estudado, nem teve presença de nenhuma categoria. Aconteceu um verdadeiro caos no transporte coletivo e acabou afetando a gente”, afirma o funcionário Aílton Júnior, que completou 5 anos na empresa.

“ Estamos vivendo em uma ditadura do transporte, onde o governo quer ditar o que a população tem que fazer. O certo é a população escolher. Eles estão forçando o pessoal a ir ao metrô, conclui Jobson ao ser questionado sobre a possibilidade de substituir o ônibus por outras alternativas como o metrô

Desemprego

Segundo os funcionários, cerca de três mil funcionários foram demitidos depois da integração metrô- ônibus. A reinvindicação deles é não permitir que sejam retiradas mais 100 linhas da frota. “Se essas 100 linhas saírem, mais de mil funcionários ficarão vulneráveis a demissão”.

População

Preocupados com a locomoção, os usuários que utilizam o transporte diariamente estão com medo do novo destino do transporte de Salvador.

“ A população da cidade de salvador vai sofrer com a retirada de 100 linhas, principalmente as comunidades carentes. Não podemos pagar o preço por causa da ganância “, critica o usuário Jair Ferreira.

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