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3 December 2021

Rui propõe debater modelo de licitação ao comentar CPI na Assembleia Legislativa

Quando indagado sobre a criação da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) na Assembleia Legislativa para investigar as obras paralisadas desde a gestão do governador Jaques Wagner (PT), o atual chefe do Palácio de Ondina, Rui Costa (PT), ao Bocão News, não se ateve muito nas críticas ou justificativas quanto o assunto. O petista, de imediato, propôs aos parlamentares um diálogo a respeito da mudança das leis de licitações que, segundo o chefe do Executivo baiano, atrapalha as conduções das construções. “Quem tem mais pressa para retomar as obras paralisadas sou eu”, afirmou Rui

“Eu acho que os nossos deputados podem discutir juntos com os federais uma mudança na lei de licitação desse País. Existe uma reclamação geral em torno disso. Por exemplo: você lança uma licitação para uma empresa X, Y ou Z. Os técnicos calculam que a obra custa 100 e vai lá e entra uma com 80 para ganhar. Todo mundo sabe que ela não vai conseguir dar conta da construção com esse valor. E nós não podemos cancelar a licitação, pois depois a imprensa vai lá e diz que o governador quer cancelar uma obra que uma empresa se dispôs a fazer mais barato”, explicou.

De acordo com Rui, com essa situação, após três meses de iniciadas as obras, as empresas vão embora e as paralisam. “Nós demoramos um ano para poder licitar uma obra de novo, principalmente quando tem recursos federais. Eu tenho que atualizar planilha, mandar para Ministério, para de lá chegar novas documentações e realizar o ato. Defendo que a lei de licitação mude e seja mais rigorosa para punir empresários que iniciam uma obra com preços baixos e acabam abandonando e entrando em outras construções e eu como gestor não posso fazer nada”, finalizou.

A CPI – Apelidada de CPI da Wagareza, a comissão foi criada para investigar o atraso de 193 obras no estado, durante o governo Wagner. Foram necessárias 21 assinaturas e a oposição angariou 22. Os parlamentares alegam que as paralisações já consumiram R$ 2 bilhões, sendo que deste, R$ 67 milhões são apontados as construções escolares.

 

 

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