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12 April 2021
Vereador Suíca (Foto: Divulgação)

“Salvador não é inclusiva”, avaliou Suíca em audiência pública sobre o Dia Internacional da Pessoa com Deficiência

Cultura inclusiva, adequação de espaços culturais, implantação da Comissão da Pessoa com Deficiência na Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) na Bahia, educação especializada e empreendedorismo como emancipação social. Estes foram alguns pontos de debates da audiência pública realizada nesta quinta-feira (10), no auditório da Biblioteca Pública da Bahia, nos Barris, em Salvador (10), que teve como tema “Dia Internacional da Pessoa: Salvador da Inclusão?”. O evento foi uma iniciativa do líder da oposição e vice-presidente da Comissão Especial da Pessoa com Deficiência na Câmara Municipal, Luiz Carlos Suíca (PT). “As discussões partiram de um questionamento. Reunimos entidades que lidam diretamente com a causa da pessoa com deficiência e chegamos ao consenso de que Salvador ainda não é inclusiva”, avaliou o vereador.

Quem também concordou com a falta de políticas públicas de cultura voltadas às pessoas com deficiência e condições excepcionais foi o Diretor de Espaços Culturais, vinculado à Secretaria de Cultura do Estado (Secult), Romualdo Lisboa. Falou sobre ‘as principais dimensões de acessibilidade’ para os espaços culturais. “Estamos ainda muito longe de adequar ações do estado para pessoas com deficiência”, reconheceu o titular da pasta. Atualmente, a Bahia possui 17 espaços culturais administrados pela Secult, sendo seis sediados na Região Metropolitana de Salvador. Desse total, apenas um está sendo adaptado para acesso e uso por pessoas com deficiência e condições excepcionais, que é o Espaço Xisto, localizado no mesmo complexo da Biblioteca Pública e coordenado pela artista Ninfa Cunha, que esteve no evento. Lisboa anunciou a reforma de locais de cultura a partir do mês de janeiro do próximo ano.

O evento teve apoio de tradutor-intérprete de Libras (Foto: Divulgação)

O evento teve apoio de tradutor-intérprete de Libras (Foto: Divulgação)

O preconceito no cenário artístico foi abordado pela Presidente da Associação Baiana de Cultura Inclusiva (ABACI), Cristina Oliveira, que deixou o recado: “não sou uma cega artista, e sim, uma artista cega”. Já o presidente da Comissão da Pessoa com Deficiência da OAB-Bahia, Mário Lima, frisou sobre a necessidade de garantir espaço institucional e político para representar os direitos das categorias. A analista de recursos humanos e coordenadora de equidade da Embasa, Amanda Brito, advertiu sobre a importância de desconstruir paradigmas e realizar debates sobre o tema. “Momentos como esse são molas propulsoras para substituir a ideia de tolerância sobre a deficiência, como se ela fosse algo que precisasse ser suportado socialmente, para uma perspectiva mais ampla, que busque a legitimação da ocupação dos espaços de poder por indivíduos plenamente capazes de exercerem seu papel social”, reforçou.

Também participaram das discussões a Superintende Executiva da APAE-Bahia, Ângela Ventura; e o empreendedor da CN Treinamentos, de Catu (BA), Luiz da Costa Neves. Os Corais do CAP e Mãos Brilhantes “deram um show” de arte e música no evento. 

Por Deivson Mendes / acessoria vereador Luiz Carlos Suíca
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