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1 December 2021

Satélite: Gabrielli entra novamente na mira da CPI da Petrobras

Ex presidente da Petrobras durante o auge do esquema desmontado pela Operação Lava Jato, o economista José Sérgio Gabrielli entrou novamente na mira da CPI que investiga casos de corrupção na estatal . Na última quinta-feira, o deputado carioca Altineu Côrtes (PR) apresentou à comissão requerimento em que pede uma acareação entre Gabrielli e o empresário David Feffer, presidente do Grupo Suzano, gigante do setor de papel e celulose. A intenção de Côrtes é levar para a ribalta da CPI detalhes sobre a compra da Petroquímica Suzano pela Petrobras em 2007, investigada por indícios de supervalorização. O negócio caiu no radar da Lava Jato a partir da delação premiada do ex-diretor de Abastecimento da petroleira Paulo Roberto Costa. Em depoimento à Polícia Federal, o delator disse que, por decisão unilateral de Gabrielli, a Petrobras aceitou pagar R$ 2,7 bilhões pela empresa da família Feffer, embora o valor de suas ações na Bolsa, um dia antes da aquisição, fosse de apenas R$ 1,29 bilhão. Como as dívidas da petroquímica foram assumidas pela estatal, a transação total ficou em cerca de R$ 4,1 bilhões, mais que o triplo da cotação fixada no mercado financeiro.

 

Bala devolvida

Enquanto a oposição tenta minar o PT com a investigação na Petrobras, a base governista usa outra CPI, a do BNDES, como base para contra-atacar os adversários. Aliado de primeira linha do PT, o deputado baiano Davidson Magalhães (PCdoB) pediu que a comissão convoque dois pivôs de um escândalo envolvendo o deputado Paulo Pereira (SD-SP), o Paulinho da Força, integrante destacado da frente pró-impeachment no Congresso.

 

Espinhas na goela

Os alvos de Davidson Magalhães são o advogado Ricardo Tosto e o sindicalista João Pedro de Moura, ex-assessor e amigo de Paulinho da Força. Ambos tiveram assento no Conselho de Administração do BNDES pela cota da Força Sindical e foram presos em 2008, durante a Operação Santa Tereza, que investigou fraudes com empréstimos milionários do banco. No último dia 8, Paulinho virou réu no Supremo sob acusação de participar do esquema.

 

Uber improvisado

O governador Rui Costa (PT) já pode se considerar o criador de um tipo de Uber para celebridades da literatura. Ao chegar atrasado ontem para cerimônia de lançamento da Feira Literária Internacional de Cachoeira (Flica), no Centro Cultural da Caixa, o governador se deparou com a inquietação do homenageado deste ano, o escritor Antonio Torres, que não parava de olhar o relógio. Ao saber que Torres tinha que voar às 11h para Fortaleza e acabou segurando a partida para esperá-lo, Rui não se fez de rogado. Ofereceu-se para levar o escritor ao aeroporto e escalou um soldado da Casa Militar para ciceronear o convidado vip nos procedimentos de embarque.

 

Saideira antecipada

Principal articulador do acordo que definiu horários de fechamento para as barracas do Imbuí, o vereador Euvaldo Jorge (PP), morador do bairro, pretende levar a regra para outras praças da área, onde também há problemas na relação entre comerciantes, moradores e clientela. Segundo o parlamentar, os estabelecimentos localizados próximos à Igreja de Nossa Senhora Aparecida e os bares do Rio das Pedras e da Rua das Pedrinhas são os próximos alvos. O primeiro toque de recolher dos quiosques do Imbuí começa a vigorar a partir desta segunda-feira

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