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26 October 2021

Secretário acusa governo de ‘mentalidade empreiteira’ e critica gestão do ferry boat e metrô

Secretário acusa governo de ‘mentalidade empreiteira’ e critica gestão do ferry boat e metrô

O secretário de Urbanismo e Transporte de Salvador, Fábio Mota, respondeu às críticas do titular da pasta estadual de Desenvolvimento Urbano (Sedur), Manuel Ribeiro, em entrevista ao Bahia Notícias, à licitação das linhas de ônibus da cidade. "Tentar impor ao município de Salvador uma Entidade Metropolitana concebida nas sombras por mentalidade empreiteira e tentar, com um golpe de mão, impedir o legítimo direito municipal de conceder os serviços de transportes por meio de uma licitação que foi determinada e vem sendo acompanhada pelo Ministério Público e Tribunal de Contas dos Municípios (TCM) é atitude inaceitável de interferência e desrespeito à independência dos entes federativos assegurada pela Constituição Federal", acusou Mota. Ribeiro havia argumentado que a concorrência municipal fere a lei que criou a Entidade e, assim, afeta a integração prometida entre os modais. O secretário estadual também condenou a outorga onerosa de R$ 180 milhões cobrada às empresas para os cofres municipais. Em resposta, o chefe da Semut rebateu que o governo baiano também cobrou R$ 5 milhões à operadora do metrô de Salvador pela licença. "Esse valor não deveria, então, ter sido revertido em favor de menor tarifa para o péssimo serviço prestado pelo ferry boat? Pior ainda, o Estado está colocando dinheiro público na aquisição de duas embarcações para serem utilizadas pelo concessionário, em um processo que vem sendo investigado pelo Ministério Público. Até hoje, os barcos não chegaram à cidade, após inúmeras previsões furadas da Agerba e Secretaria Estadual de Infraestrutura", comparou. Mota afirma que os recursos obtidos com a concessão serão revertidos em favor do sistema municipal. "O projeto básico da licitação, elaborado pela competente equipe técnica da nossa secretaria, já foi elogiado pelo senhor Manuel Ribeiro quando o mesmo atuava na iniciativa privada e era de conhecimento do governo do Estado há muito tempo. Por que só agora eles se manifestam contra?", questionou. De acordo com o secretário municipal, o estudo leva em conta o modelo “equivocado”, adotado pelo Estado para o metrô soteropolitano. “Esse modelo caracteriza-se pelo elevadíssimo grau de dependência da alimentação de passageiros a ser provida pelo sistema de ônibus devido à absoluta insuficiência de demanda própria que justifique a construção nos traçados propostos para a implantação dos novos trechos", relacionou.

Por Juliana Almirante

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