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20 June 2021

Secretário de Segurança critica ineficiência do sistema penal brasileiro

Na manhã desta quarta-feira (2), o secretário de segurança da Bahia, Maurício Barbosa, criticou duramente o “entra e sai” de presos nas cadeias, o que ele chamou de “ineficiência do sistema penal brasileiro”. Barbosa participou da apresentação de Gilmário Alves do Nascimento, que confessou ter matado a estudante de medicina, Marianna Oliveira Teles, de 22 anos, no último sábado (29), durante um latrocínio no bairro do Costa Azul.

Liderando a “mesa”, que contou também com a presença do comandante geral da Polícia Militar da Bahia (PM-BA), Anselmo Brandão, do delegado geral da Polícia Civil, Bernadino Brito Filho, e da delegada do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), Andreia Ribeiro, o secretário afirmou que a “impunidade” no país já é inadmissível. “Não podemos mais viver com situações como essas, de pessoas que saíram da cadeia há menos de 20 dias e voltarem a causar tragédia causando dor a famílias”, ressaltou ao se referir ao acusado apresentado, que teve liberdade concedida pela Justiça no último dia 4, após ser preso por tráfico de drogas.

Barbosa disse que as polícias precisam de ajuda para fazer cumprir a lei. “Não queremos discutir esse assunto só quando isso acontece. Queremos leis mais rígidas, melhor estrutura para nossas polícias. Precisamos ser ajudados. Temos que discutir o cenário de impunidade do nosso país urgentemente”, afirmou.

O secretário revelou que quando tem contato direto com a sociedade recebe pedidos de que bandidos sejam mortos. “A sociedade não acredita mais na Justiça. Muita gente diz que prefere que os bandidos sejam mortos pela polícia do que presos. Quando chega nesse ponto é porque precisamos discutir e refletir. Se o sistema não funciona, vamos melhorar o sistema”, bradou.

Por outro lado, Barbosa justificou que o envolvimento de cada vez mais crianças e adolescentes no crime é devido às prisões dos grandes líderes. “Todos os principais líderes do tráfico hoje estão presos. Por isso, tem mais crianças e adolescentes atuando, roubando e matando para sustentar o tráfico. Agora, é preciso que cada organização cumpra com sua obrigação, nós cumprimos e prendemos, mas é necessário que todas sejam eficientes. Há um grande dever de casa a se fazer”, finalizou.

 Tiago Di Araujo / Bocão News
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