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12 May 2021

Segurança para votação do impeachment deve reunir 4 mil policiais

O efetivo policial organizado para fazer a segurança das manifestações no próximo fim de semana, quando deverá ser votado o processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff na Câmara dos Deputados, no Distrito Federal, deverá chegar a cerca de 4 mil agentes.

A Polícia Militar (PM) prevê que três mil homens atuem diariamente na “Operação Esplanada” entre os próximos dias 15 e 17. A Polícia Civil deverá deslocar 700 agentes por dia para a região. O Corpo de Bombeiros escalou cerca de 500 agentes, enquanto o Detran dará apoio com mais de 50 servidores.

 

Cada uma das instituições estará em alerta para ampliar seus contingentes, se necessário. A PM conta com um efetivo de 13,8 mil agentes no Distrito Federal. A Polícia Civil, com 4,7 mil servidores. A montagem de alambrados ao longo da Esplanada já começou e os agentes policiais começaram a monitorar toda a região central de Brasília.

 

Polícia proíbe bonecos infláveis em manifestações

 

A polícia decidiu proibir a entrada de bonecos infláveis, durante os dias de votação do processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff, nas manifestações previstas para ocorrer na Esplanada dos Ministérios entre os próximos dias 15 e 17. Com a decisão, os pixulecos e patos, usados por manifestantes contra o governo, estão proibidos, independentemente do tamanho dos bonecos.

 

Até este sábado, um pato gigante foi inflado na Esplanada dos Ministérios, justamente do lado esquerdo da via, área que poderá ser ocupada por manifestantes pró-Dilma. A secretaria de segurança do Distrito Federal informou que a colocação do pato na área foi autorizada pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Cultural (Iphan), que é um órgão federal.

 

A secretaria do DF pediu ao Iphan que retire o pato do local para evitar conflitos. O governo do DF prevê que cerca de 300 mil pessoas possam comparecer nas manifestações diariamente, entre 15 e 17 de abril. As projeções se baseiam em informações repassadas por movimentos sociais.

 

A estratégia de segurança mais parece uma organização de torcidas organizadas rivais. Haverá cordão de isolamento feito pela Polícia Militar. A secretaria de segurança pública do DF informou que não haverá necessidade de apoio das forças armadas.

 

A secretária de Estado da Segurança Pública e da Paz Social, Márcia de Alencar, disse que o governador do DF, Rodrigo Rollemberg, chegou a expor para o presidente da Câmara, Eduardo Cunha, que a força das mobilizações é maior nos fins de semana, o que pressiona ainda mais as forças de segurança. Cunha argumentou, no entanto, que as votações podem se estender por vários dias.

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