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7 March 2021

Sem acordo, paralisação dos rodoviários pode acontecer na segunda-feira

O presidente do sindicato dos rodoviários da Bahia, Hélio Ferreira, confirmou ao Bocão Newsnesta quarta-feira (21) o que ele havia antecipado ao site. "Está confirmado o estado de greve. Isso não é greve. É apenas o limite para o prazo de negociações entre patrões e categoria e que tem um tempo mínimo de 72 horas", afirmou, sendo este o período mínimo para que, caso não haja acordo, a greve seja efetivada.
 
Hoje, uma nova reunião foi realizada e, conforme Ferreira, "não houve avanços". No último dia 16, uma passeata foi realizada no Aquidabã, durante assembleia dos rodoviários, reforçando as reivindicações dos trabalhadores. Além de reajuste salarial de 15%, a categoria tem outras reivindicações, como participação nos lucros e diminuição da jornada de trabalho. O presidente reforçou ainda que enquanto a greve não é decretada, os ônibus circulam normalmente.



Ministério Público do Trabalho (MPT) também confirmou que não houve avanços na mediação proposta conjuntamente entre o Ministério Público do Trabalho (MPT) e a Superintendência Regional do Trabalho e Emprego (SRTE) para buscar um acordo entre tranalhadores e empresários do setor de transportes urbanos de Salvador. "A pauta de reivindicações da categoria prevê reajuste de 15% dos salários entre outras garantias, mas os donos de empresas não apresentaram qualquer contraproposta, se limitando a tentar discutir a redução da jornada de trabalho", afirmou o MPT, em nota. 

 

 

Os mediadores encerraram a mediação, que teve três reuniões, iniciadas na semana no último dia 8, por falta de bases para negociar, já que não há contraproposta patronal. As três reuniões de mediação foram realizadas na sede da  Superintendência Regional do Trabalho e Emprego (SRTE-BA), na Av. Sete de Setembro, 698. “Esperamos que as partes se reúnam internamente e construam propostas para que essas sejam trazidas para a mesa de negociação. Afinal, só podemos negociar com base em propostas”, avaliou o procurador-chefe do MPT na Bahia, Alberto Balazeiro, que conduziu o processo de mediação ao lado da superintendente regional do Trabalho e Emprego, Isa Simões. Ambos acreditam que ainda é possível chegar a um acordo, mas aguardarão um pedido de patrões e empregados para reabrir a mediação.

 

O Sindicato dos Trabalhadores Rodoviários do Estado da Bahia (Sintroba), o Sindicato das Empresas de Transporte Público de Salvador (Setps) e a Associação das Empresas de Transporte Coletivo Rodoviário do Estado da Bahia (Abentro) vêm debatendo a convenção coletiva da categoria , que tem data-base em 1º de maio, mas não há avanços nas negociações desde o início do processo. 

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