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28 September 2021

Sem Centro de Convenções, Bahia perde ritmo no mercado de eventos

Mercado no estado está na contramão do Brasil

Neste mês de julho completam-se sete anos que o Ministério do Turismo colocou à disposição da Secretaria do Turismo da Bahia (Setur) R$ 5,85 milhões para a climatização do Centro de Convenções (CCB). Os recursos continuam disponíveis, diz o ministério, dependendo apenas da regularização de documentos, o que incluiu durante muito tempo a escritura do local, que desapareceu por um tempo, de acordo com informações de bastidores.

O tempo passou e nem o sistema de ar-condicionado foi implantado, nem se investiu adequadamente na manutenção do local – o que causou a perda de dez eventos que juntos movimentariam em torno de R$ 100 milhões entre 2015 e 2017.

Agora, após os problemas se agravarem, a Setur, responsável  pela manutenção do Centro de Convenções, informa que reapresentou o projeto de climatização, com valor atualizado de  R$ 9,3 milhões, no último dia 13. Outros R$ 5 milhões estão previstos para obras emergenciais de recuperação da estrutura do local.

E por que demorou tanto para tocar o projeto? A Setur foge da resposta, afirma apenas que a atual gestão assumiu, viu que tinha os recursos assegurados e apresentou um novo projeto. O problema é que o que devia ter sido feito lá atrás, e não foi, traz prejuízos no presente e compromete o futuro próximo.

Enquanto o mercado brasileiro de eventos cresce a uma média de 14% ao ano, na Bahia  a atividade está comprometida, muito por conta dos problemas no CCB, que está interditado por questões de segurança. Detalhe é que há apenas dez anos, o espaço hoje defasado era vencedor do Prêmio Caio 2005, considerado um Oscar do setor de eventos.

Nos últimos anos, o mercado de congressos, feiras e convenções tornou-se uma atividade importante no âmbito mundial por seu impacto econômico, comercial, técnico, científico e sociocultural, como destaca a pesquisa Impacto Econômico dos Eventos Internacionais Realizados no Brasil, da Fundação Getulio Vargas (FGV). Dados da Organização Mundial do Turismo indicam que a atividade pode movimentar mais de 50 segmentos, como transporte, hospedagem, lazer, alimentação, comércio e outros serviços especializados que os eventos demandam.

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