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3 August 2021
(Foto: MP-BA/Divulgação)

Sem fiscalização na área, maior lagoa do Rio São Francisco seca e afeta 5 mil famílias

A baixa vazão do Rio São Francisco, aliado ao assoreamento provocado pela derrubada de mata nativa no leito do rio, fez com que a lagoa de Itaparica, a maior da Bacia do São Francisco, situada entre as cidades de Xique-Xique e Gentio do Ouro, no semiárido baiano, secasse a ponto de prejudicar a pesca no local, afetando a vida de cerca de 5 mil famílias – aproximadamente 25 mil pessoas.

O problema tem afetado ainda o abastecimento de comunidades ribeirinhas, localizadas ao longo dos 24 km de extensão da lagoa, e chamou a atenção do Ministério Público Estadual (MP-BA), que convocou uma reunião de emergência e distribuiu responsabilidades para tentar reverter a situação.

Segundo fontes locais, a degradação ambiental da Itaparica, que fica dentro de uma Área de Proteção Ambiental (APA), já vem ocorrendo há pelo menos cinco anos, sem que ocorra fiscalização ambiental por parte dos municípios de Xique-Xique e Gentio do Ouro, bem como dos governos estadual e federal.

O problema na lagoa é preocupante porque ela serve, principalmente, como berçário e local de alimento da fauna do rio. A pesca, inclusive, não é recomendada na lagoa – que já foi conhecida como “mãe da pobreza”, na época em que não havia degradação. Ainda assim, devido à falta de peixes no próprio São Francisco, por causa da seca, ela tem ocorrido, com os animais sendo pescados ainda pequenos. (Por Correio24h)

(Foto: MP-BA/Divulgação)

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