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20 September 2021

Senadores baianos rechaçam retorno do imposto

O retorno da contribuição desagrada não só empresários, e os oposicionistas, como também os próprios petistas e membros da base aliada do governo na Câmara de Deputados e no Senado

Anunciada pelo governo federal, a recriação da CPMF tem causado polêmica no meio político e são poucos os que aprovam a medida, tida pela presidente Dilma Rousseff e pelo ministro Joaquim Levy como essencial para sair da crise econômica e reestabelecer os cofres da União.

O retorno da contribuição desagrada não só empresários, e os oposicionistas, como também os próprios petistas e membros da base aliada do governo na Câmara de Deputados e no Senado.

Os três senadores baianos, por exemplo, aliados da presidente, não estão de acordo com a medida tida como impopular e já se posicionaram contrários tanto à CPMF, como ao corte de gastos e aumento de impostos apresentados num pacote que, para eles, será nocivo aos negócios no momento em que população e indústria sofrem com a subida dos custos. Para a senadora Lídice da Mata (PSB), que apoiou a candidata Dilma Rousseff em 2014, o governo “apenas corre atrás do prejuízo ao tentar, com atraso, recompor o Orçamento para 2016, enviado ao Congresso Nacional com uma previsão de um déficit de R$ 30 bilhões”.

O senador petista Walter Pinheiro vai pela mesma linha. Segundo ele, no Senado a expectativa é zero em relação à aprovação do pacote de emenda à Constituição. Inclusive, ele acredita que nem passe pela Câmara.  “É um erro, o problema não é só a apresentação de um novo imposto”. Para Pinheiro, o governo federal precisa, nesse momento, de foco.

O senador disse ainda que o governo deveria cortar orçamentos dos ministérios durante o período em que está em voga a discussão de uma reforma administrativa, e, dessa forma, demonstrar um sacrifício na sociedade e no Congresso. Recordou também da época em que o Executivo desistiu de enviar para a Câmara a proposta de retorno da CPMF, e acabou enviando um orçamento de 2016 deficitário. “Agora, quer um orçamento superavitário com a ajuda da nova CPMF.

O correto era fazer um ajuste com o que tem e depois sentar com a gente para discutir formas de aumentar a arrecadação”, afirmou. “Minha sensação é que está faltando algum centro para dar coesão. Será que essa é a solução? Por que a de ontem não foi, a de anteontem idem? Todo dia tem uma solução nova em nove meses”. Já o senador Otto Alencar (PSD) também disse considerar complicado que a Câmara e o Senado aprovem o retorno da CPMF. “O governo sinalizou mas não diminuiu o tamanho do Estado, Não cortou na própria carne. Sem cortar ministérios, cargos, autarquias, sou contra a CPMF”, disse.

Por: Hieros Vasconcelos Rego/Tribuna da Bahia

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