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19 April 2021
Hotel Barra-Rio Vermelho (Foto: Reprodução)

Setor hoteleiro em Salvador tem ocupação menor e diária mais cara

O melhor desempenho foi registrado no polo hoteleiro Barra-Rio Vermelho e o pior no polo Tancredo Neves-Stiep

O setor hoteleiro de Salvador continua sofrendo com a crise econômica do país. Sem tanta procura, os hotéis da capital baiana acabam aumentando os valores para possivelmente compensar a falta de hóspedes, mas sofrem com a queda da ocupação, que em novembro, registrou queda de quase 2% em relação ao ano passado.

A hotelaria de Salvador apresentou em novembro uma taxa média de ocupação de 55,98% e diária média de R$ 240,48, resultando em um Revpar (indicador ponderado da diária e ocupação) de 134,62. Comparando-se com o desempenho do mesmo período do ano anterior, verifica-se queda na taxa de ocupação – que passou de 57,49% em novembro de 2014 para 55,98% em novembro de 2015 e acréscimo de 16,2% na diária média (que passou de R$ 207 em novembro de 2014 para R$ 240,48 em novembro de 2015), resultado este superior à inflação acumulada dos últimos 12 meses, de cerca de 9,5%.

Dentre os quatro polos hoteleiros da capital (Barra-Rio Vermelho, Tancredo Neves-Stiep, Centro-Pelourinho e Itapuã-Stella Maris) coube ao polo Barra-Rio Vermelho o melhor desempenho e, uma vez mais, ao polo Tancredo Neves-Stiep – voltado sobretudo para o turismo de negócios – o pior desempenho.

Na análise da Associação Brasileira da Indústria de Hotéis da Bahia (ABIH-BA), comparando-se com o desempenho de outubro de 2015– com 56,64% de ocupação e R$ 219,57 de diária média – os resultados de novembro revelam tendência de melhora, refletindo o fim do período das chuvas, os feriados prolongados, o câmbio favorável e o reordenamento da cidade.

Os resultados são fruto da Pesquisa Conjuntural de desempenho (Taxinfo), realizada em parceria entre a Associação Brasileira da Indústria de Hotéis – seções Bahia e Brasil. Em Salvador, participam da pesquisa uma amostra de 26 grandes e médios hotéis, que oferecem 3.600 apartamentos, o que corresponde a cerca de 18% do total (20 mil apartamentos ou 40 mil leitos, segundo a Pesquisa de Serviços de Hospedagem de 2011 do IBGE). Os dados são fornecidos mensalmente pelos próprios hotéis ao Portal Cesta Competitiva e a média resultante constitui indicador para avaliar a evolução da atividade de hospedagem em nossa capital.

Por Tiago Di Araujo / Bahia Prime
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