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21 January 2022
CE - VIOLÊNCIA/ATAQUES/CEARÁ/FORÇA NACIONAL - GERAL - Agentes da Força Nacional reforçam a segurança em frente ao Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura, local onde também ficaram vários bares e restaurantes do centro da cidade de Fortaleza, neste domingo (6). Mesmo com o reforço da Força Nacional, Polícia Rodoviária Federal e Polícia Militar, foram registrados oito ataques no Ceará: dois em Fortaleza contra um posto de combustível e uma torre policial, na noite de sábado, e seis contra veículos, banco, prédios públicos e uma base de telefonia em cidades do interior do Estado neste domingo (6). 06/01/2019 - Foto: WELLINGTON MACEDO/ESTADÃO CONTEÚDO

Sobe para 399 número de presos por ataques no Ceará

Subiu para 399 o número de pessoas presas ou apreendidas por suspeita de participação na onda de ataques no Ceará desde o dia 2 de janeiro, segundo balanço da Secretaria de Segurança Pública e Defesa Social do estado divulgado neste sábado (19/1). Desde o início da onda de violência, que atinge municípios em todo o estado, suspeita-se que a ordem para os ataques parta de presídios onde estão líderes de facções criminosas.

Na madrugada deste sábado, 18º dia de ataques, criminosos provocaram uma explosão em uma ponte em Fortaleza. Na sexta (18), três homens foram presos após incendiar um ônibus na capital. As ações de facções criminosas deixaram em alerta todo o estado. Prédios públicos, viadutos, estradas, ônibus e locais com veículos foram incendiados ou atingidos de alguma forma pelos grupos.

Convocados pelo governo do Ceará para reforçar a segurança pública, 800 dos cerca de 1.200 policiais militares da reserva apresentaram-se à corporação, em Fortaleza, na manhã desta sexta-feira. E 150 já voltaram a patrulhar as ruas da capital do estado, alvo de ataques criminosos organizados.

Na quinta-feira (17), o governador do Ceará, Camilo Santana, pediu ao ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, o reforço do apoio dado pelo governo federal no combate aos ataques promovidos por facções. A ofensiva teria começado em reação à nomeação do secretário de Administração Penitenciária, Luís Mauro Albuquerque, e às medidas anunciadas como a não separação de presos em presídios por facção.

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