Foto divulgação ASCOM- Suíca

Suíca detalha situação da hotelaria com pandemia e diz que “setor já sofria com a crise econômica”

Um dos setores mais afetados por causa dos efeitos econômicos da crise sanitária no estado, gerada pelo novo coronavírus, a hotelaria foi assunto de debate de ‘live’ entre o vereador de Salvador, Luiz Carlos Suíca (PT), e o presidente da Associação Brasileira da Indústria de Hotéis na Bahia (ABIH-BA), Luciano Lopes, na última terça-feira (21). Suíca salienta que os hotéis, pousadas e agências têm uma série de impostos para cumprir mensalmente e defende o projeto do qual foi relator na Câmara sobre a redução do IPTU para esses estabelecimentos. O edil petista também detalha que o setor vinha de um crescimento nos anos de 2018 e 2019 e que para 2020 também era esperado aumento da demanda.

“A hotelaria já tinha alguns problemas inerentes ao setor, sofria com a crise econômica e, com a pandemia, isso se agravou, estagnou o crescimento que vinha tendo. Quando fui relator do projeto que reduz o IPTU foi preciso ouvir os setores envolvidos, fizemos audiência pública para isso e conseguimos aprovar a medida. A ABIH-BA já vinha dialogando para que não existissem apenas dois períodos fortes da hotelaria, o carnaval e o São João, mas que fossem criadas estratégias para políticas econômicas contínuas. Alguns estabelecimentos abriram e cumprem os protocolos da OMS [Organização Mundial da Saúde], mas ainda está longe de ser normalizado em nosso estado”, descreve o vereador Suíca, que realiza ‘lives’ toda semana, nas terças e quintas.

O debate com Luciano Lopes ainda envolveu racismo, política e geração de emprego e renda para Salvador e para o interior da Bahia. Lopes apontou que o racismo ele tem superado com trabalho. “Driblamos o racismo no mercado para continuar crescendo. A melhor resposta é sempre trabalhar”, frisa o empresário que é CEO de uma rede de hotel. Sobre a pandemia e sua gravidade, Luciano apontou que 2020 era esperado como um ano de crescimento, com a entrega do Centro de Convenções na capital, aeroporto reformado e a cidade mais limpa e organizada. “Vínhamos em uma curva de crescimento, infelizmente na primeira quinzena de março as atividades pararam. O faturamento dos hotéis caiu muito, já perdemos um terço do ano. E isso é difícil para quem tem inúmeras contas para pagar”.

O presidente da ABIH-BA faz uma comparação dos períodos de 2020 com os de 2019 até o momento, os números são reveladores para o setor. “Temos uma redução, até agora, de 61% do faturamento. Isso porque de janeiro até a primeira quinzena de março, as empresas tiveram o carnaval e o verão. Mas o impacto para o segundo semestre, a expectativa é de uma redução de 80% em relação a 2019. Alguns hotéis começaram a abrir, mas ainda assim, o movimento é pequeno. Salvador, hoje, está operando 20% da capacidade do aeroporto. Tínhamos em média 100 a 110 voos diários e hoje estamos entre 20 e 25. Mesmo que a gente volte com as atividades, com responsabilidade, com o percentual de ocupação das UTIs em 75%, que permite a execução da fase 1 da reabertura pela prefeitura de Salvador, será difícil recuperar”.

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