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28 October 2021
Foto: Reprodução

Taxista agride passageiro com pedaço de madeira por causa de troco de R$3

O motorista se irritou com o passageiro que queria tirar foto do número de registro do táxi e o agrediu com um pedaço de madeira

Uma discussão entre um taxista e um passageiro por conta de um troco de R$3 terminou em agressão, no bairro da Torre, Zona Norte do Recife. O fotógrafo de 31 anos, que teve a identidade preservada, foi atingido por golpes no braço esquerdo com um pedaço de madeira quando tentava tirar foto do carro. Toda a situação foi registrada pelas câmeras de segurança do circuito interno do prédio onde a vítima mora.

Segundo a vítima, quando o carro chegou no endereço de destino, o motorista não tinha troco para dar ao rapaz. “Não deu nem R$ 10 [a corrida] e eu só tinha uma cédula de 5 e outra de 50. Como ele não tinha troco, sugeri ir no posto de gasolina tirar dinheiro no caixa eletrônico. Só que ele queria ir com o taxímetro ligado. Eu não achei correto”, contou em entrevista ao G1.

O fotografo então subiu até o seu apartamento, reuniu dinheiro trocado e desceu para acertar contas com o motorista. “Voltei com as moedas e paguei o taxista, perguntei se eu estava devendo alguma coisa, mas ele disse que estava tudo certo”, lembra a vítima. O valor deu quase R$13, pois enquanto o rapaz pegava o dinheiro, o taxímetro continuou ligado.

Quando o taxista voltava para o táxi para se retirar do local, o rapaz pegou o aparelho celular e avisou que iria fotografar o número do Termo de Permissão (TP) do táxi. Foi quando a situação piorou. “Ele se revoltou, entrou no veículo e pegou um pedaço de madeira e me golpeou no braço”, relatou.

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Jovem passou exame de corpo de delito após a agressão (Foto: Reprodução/TV Globo)

Com muitas dores e um braço roxo, ele registrou um Boletim de Ocorrência na Delegacia do Cordeiro e realizou um exame de corpo de delito. Segundo o delegado responsável, João Gustavo Godoy, dependendo do tipo de lesão (leve, grave ou gravíssima) será feito um Termo de Circunstanciado de Ocorrência (TCO) ou um inquérito.

Agora, o rapaz teme andar de táxi novamente e passar pela mesma situação. “Outro dia eu voltei pra casa andando e na sexta-feira eu sai de táxi, mas usei um aplicativo. Imagina se fosse um idoso ou uma mulher”, explicou.

Por Correio
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