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31 July 2021

Tecnologia está tomando o lugar dos jogos tradicionais para as crianças

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Em meio a tantos brinquedos eletrônicos, muitas crianças mal conhecem os jogos que foram sucesso na época dos pais. Sem tablets, smartphones ou videogames de última geração, os passatempos que se destacavam há alguns anos eram os jogos de caixa como “war”, “cara a cara”, “banco imobiliário”. O que se percebe é que na era dos eletrônicos, os jogos e brincadeiras lúdicas, cada vez mais, têm sido deixados para trás pelas crianças e adolescentes.

Apesar das contribuições que os tablets, iPads, entre outros aparelhos possam levar para o desenvolvimento escolar, professores confessam que um dos maiores desafios é fazer com que a criança se interesse pelo brinquedo em que se exige mais a imaginação. “Os jogos educativos estimulam o raciocínio lógico, a resolução de problemas e, sobretudo, a interatividade com outros alunos. Não dá para deixar esse tipo de jogo de lado”, afirma a pedagoga Yone Santiago.

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Para ela, inicialmente, os alunos não despertam o interesse pelas brincadeiras lúdicas,  “mas é preciso que o professor apresente esses jogos de forma interessante e com propostas que envolvam também as disciplinas”. Os jogos de tabuleiro são um bom exemplo para o desenvolvimento de concentração e resolução de problemas utilizando a estratégia como meio para ganhar o jogo.

A importância é tanta que Yone, gerente pedagógica do Vitória-Régia Centro Educacional, vai incluir o jogo de xadrez, a partir do segundo semestre, para auxiliar alunos do Ensino Fundamental I (entre 10 e 14 anos) na disciplina de matemática.

A neuropsicóloga e membro da Sociedade Brasileira de Neuropsicologia, Suzana Lyra, afirma que “a ludicidade é estimulante. Quando a criança opera com o lúdico, seja por meio de um brinquedo ou de construções, ela trabalha com o  concreto e com o subjetivo. Assim, a criança que é estimulada de maneira criativa tem grandes chances de desenvolver o seu quociente intelectual”. Suzana Lyra ressalta que as atividades lúdicas ajudam não só crianças como também jovens, adultos e idosos.

Mas o exercício pode ser praticado desde pequeno. Segundo a pedagoga Yone Santiago, as atividades que estimulam o desenvolvimento de coordenação motora, criatividade, raciocínio lógico podem começar ainda na educação infantil. A partir dos três anos, a criança já pode exercitar o cérebro com jogos de lego, quebra-cabeça, jogo da memória com figuras, entre outros.

Nas lojas, a procura por brinquedos que estimulem a criatividade ou raciocínio lógico continuam em alta, segundo o gerente da PB Kids, Albert Almeida. “Existem pais que preferem trocar o jogo eletrônico pelos de tabuleiro como xadrez, dama, ou mesmo aqueles que entretém, mas que mesmo assim não deixam de ser instrutivos como o “Cara a Cara” ou o antigo “Aquaplay”, disse. Os de caixa como “Detetive”, “War” e “Banco Imobiliário” também são bem vendidos, principalmente  entre os adultos.

Para os pequeninos, o lego ainda é o mais vendido, principalmente para crianças a partir de dois anos. “Mas, alguns jogos acompanharam as novas tendências e já podem ser encontrados em formato eletrônico em tablets voltados para o público infantil”, revelou a vendedora Jicelma de Souza do Carmo.

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