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25 June 2024

Urgente: brasileiro que não aceitam o novo governo invadem Congresso Nacional em Brasília

Um grupo de brasileiros  invadiu o Congresso Nacional na tarde deste domingo (8), após entrarem em confronto com a Polícia Militar na Esplanada dos Ministérios em Brasília. O confronto começou por volta das 15h e vem ganhando proporção. Forças de segurança do Distrito Federal e da Polícia Legislativa do Congresso estão em ação tentando controlar a situação.

 

O grupo de manifestantes saiu do quartel-general do Exército e caminhou em direção à Praça dos Três Poderes. A Polícia Militar tentou conter os manifestantes com spray de pimenta, mas eles conseguiram ultrapassar a contenção que cercava o Congresso e acessaram o sagão principal.

Inconformados com o resultados das eleições de outubro, os participantes, que estão vestidos de verde e amarelo, pedem intervenção militar no país e carregam pedras e pedaços de madeiras. Imagens mostram manifestantes depredando os espaços, quebrando vidros e portas das sedes do Palácio do Planalto, Congresso Nacional e Supremo Tribunal Federal (STF). Policiais também tentatam conter os manifestantes com bomba de efeito moral, com gás que gera fumaça.

 

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva não está em Brasília. O presidente passa o fim de semana em São Paulo e neste domingo foi a Araraquara, no interior do Estado, para acompanhar estragos causados pelas chuvas na região.

Veja um vídeo de parte da situação em Brasília que está circulando nas redes:

 

Não há número exato de quantos manifestantes estão presentes na ação em Brasília, mas imagens mostram milhares de pessoas. Anderson Torres, Secretário de Segurança Pública do Distrito Federal, afirmou em seu Twitter que determinou ao setor de operações da SSPDF [Secretaria de Estado de Segurança Pública], “providências imediatas para o restabelecimento da ordem no centro de Brasília.”

 

“Impor a vontade pela força não vai prevalecer”, diz Dino

Apoiadores de Bolsonaro estão acampados há semanas em frente ao Quartel General do Exército, em Brasília — além de em outras cidades —, em mobilização antidemocrática contra o resultado das eleições de outubro que elegeram Lula presidente da República.

Temendo uma piora da situação, o ministro da Justiça e Segurança Pública, Flávio Dino, assinou no sábado uma portaria autorizando o emprego da Força Nacional de Segurança Pública.

 

Neste domingo, também em seu Twitter, Dino afirma que o governo enviará reforços para Brasília. “Essa absurda tentativa de impor a vontade pela força não vai prevalecer. O Governo do Distrito Federal afirma que haverá reforços. E as forças de que dispomos estão agindo. Estou na sede do Ministério da Justiça”, diz o ministro.

 

 

Rodrigo Pacheco, presidente do Senado no Congresso, também pela rede social afirma que conversou por telefone com o governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha, que lhe informou que está “concentrando os esforços de todo o aparato policial no sentido de controlar a situação”. Para ação para tentar controlar os atos antidemocráticos, estão empenhadas as forças de segurança do Distrito Federal, alem da Polícia Legislativa do Congresso.

O senador Marcelo Castro (MDB-PI), Relator-geral do Orçamento 2023 e Vice-líder do MDB no Senado, considera a situação “inaceitável”. “O presidente da República e os representantes do Parlamento foram eleitos democraticamente. Atos criminosos contra a democracia e a depredação do patrimônio público precisam ser combatidos e os culpados devem ser punidos com o rigor da lei, de forma célere. Isso não pode ser mais ser tolerado no nosso país! O respeito ao Estado Democrático de Direito é inegociável”, disse.

 

O senador Alessandro Vieira (PSDB-SE) também se posicionou sobre a situação do ato antidemocrático. “É urgente a responsabilização do governador do DF e dos comandantes do policiamento que falharam gravemente, para dizer o mínimo, na proteção do Congresso Nacional. Ausência total de organização, trabalho de inteligência e compromisso com a democracia”.

 

A invasão dos prédios dos Três Poderes ocorre dois anos e dois dias depois que apoiadores do então presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, atacaram e invadiram o Capitólio de Washington, sede do Congresso norte-americano, em uma tentativa de impedir a certificação da vitória eleitoral de Joe Biden em 2020.