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9 May 2021

Vendedora faz apelo nas redes sociais e encontra o pai depois de 27 anos

Ela colocou o pedido em um grupo do qual ela participa no Facebook, que ajudaram a vendedora a encontrar o homem

A vendedora Marry Tainá da Silva conseguiu realizar o sonho de encontrar o pai nesta quinta-feira (28) após fazer um apelo nas redes sociais. Ela colocou o pedido em um grupo do qual ela participa no Facebook. As informações são do ‘G1 Distrito Federal’.

De acordo com o ‘G1’, membros do grupo onde a vendedora fez o apelo levantaram os dados do homem no SPC/Serasa e na Polícia Civil. Ela embarcou do Distrito Federal para São José do Rio Preto, em São Paulo, para conhecer o pai sem avisá-lo. Segundo ela, a viagem aconteceu em segredo pois temia que o pai fugisse.

O pai de Marry abandonou a família quando ela tinha apenas 15 dias de nascida. Depois que o homem, que é ex-funcionário público e hoje tem 62 anos, abandonou a família, a mãe de Marry descobriu que ele já havia abandonado outra mulher, com quem teve seis filhos.

Ao publicar o apelo no grupo do Facebook, Marry acabou encontrando uma sobrinha do pai. Após os membros do grupo conseguirem descobrir o telefone e o endereço do homem, foi a prima de Marry quem ligou para confirmar se de ato ele era a pessoa procurada. Foi o próprio grupo quem custeou a viagem de Marry para São José do Rio Preto.

A vendedora publicou o apelo em um grupo no Facebook
(Foto: Reprodução/Facebook)

O encontro
O encontro aconteceu na manhã de ontem. Para isso, Marry se vestiu de pesquisadora do IBGE. “Não podia chegar chamando de pai, correndo o risco de assustá-lo. Tive de me preparar para tudo, mas não sabia como poderia ser a reação dele”, contou ao ‘G1’. Após o encontro, os dois passaram o dia inteiro juntos.

Para Marry, o encontro com o pai foi um sonho realizado. Ela conta que estava confiante de que conseguiria ao menos um abraço e que não pretende fazer nenhum tipo de cobrança ao pai. Marry afirma também que sempre sentiu falta dele, principalmente no dia dos pais. “Na escola, por exemplo, quando chegava o dia dos pais, todo mundo fazia cartinha e homenagem, e eu não. As outras crianças diziam ‘todo mundo tem pai, menos você.'”, lembra.

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