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6 August 2021
Foto: Bocão News

Via Bahia cruza os braços: usuários da BR-324 chegam a esperar 12h no engarrafamento e no escuro

A situação das pessoas que utilizam a BR-324 para sair de Salvador vai ter que chegar a um ponto ainda mais crítico para que haja ampliação das pistas e solucione os engarrafamentos durante a época de festas. Tudo isso porque a Via Bahia, concessionária que administra a BR-324, tem um contrato que só permite a construção de mais uma pista somente quando a via atingir o fluxo médio de 70 mil veículos diários. Para uma hipotética construção de uma quarta faixa nos dois sentidos, a média de veículos passando diariamente pela BR-324 teria de superar 105 mil.

Com cerca de 35 mil veículos rodando por dia, segundo dados da Via Bahia, motoristas e passageiros chegam a passar 8 horas de ônibus presos no engarrafamento, segundo matéria publicada no site Metro 1.

O caso de uma jornalista, Marília Menezes, que ficou presa no engarrafamento da via por até 12 horas em um ônibus é preocupante. Ela perdeu as contas de quantos engarrafamentos enfrentou na BR-324 no período de São João, que é quando costuma viajar para a cidade de Campo Formoso, a cerca de 400 km de Salvador.

“Teve uma vez que saí de Salvador 5h e cheguei 17h. O engarrafamento começa em Feira de Santana e você não sai — tanto por conta do fluxo de veículos naquela via principal quanto pelo entroncamento para Tanquinho de Feira. Engarrafa muito, você fica mais de duas horas parado. Só vai melhorar já perto de Capim Grosso”, contou a jornalista ao Metro 1.

Em resposta ao Metrópole, a Via Bahia confirmou que não há previsão para construção de uma terceira pista. “A BR-324 já é duplicada entre Salvador e Feira de Santana e possui um trecho com terceiras faixas entre a saída da capital até a região do bairro de Águas Claras”, diz o comunicado.

Outra reclamação constante é a falta de infraestrutura em pontos administrados pela concessionária. Motoristas que trafegam pelo trecho entre Salvador e Simões Filho encontram a pista escura, com poucos postes acesos. Em resposta, a Via Bahia disse que sofre “constantemente com o vandalismo no furto de cabos de energia”.

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