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24 October 2021

Wagner rechaça críticas sobre mudança da capital para Cachoeira

Em entrevista coletiva, na sede do IPAC do município de Cachoeira, localizada no Recôncavo Baiano, nesta quarta-feira (25), o gestor estadual teve que responder sobre as críticas de moradores da região em relação à transferência da capital. De acordo com o decreto aprovado na Assembleia Legislativa, despachos e atividades burocráticas deveriam ser realizados no município, o que não vem acontecendo.





"A cada ano vamos fazendo de forma diferente. É muito mais uma questão simbólica. Vamos evoluindo. São datas simbólicas de todo o Brasil e não necessariamente precisamos ter alguém despachando aqui. Isso pode até gerar um certo incômodo, mas não é o mais importante. Espero que esses anúncios que estamos fazendo hoje se transformem em mais cultura, mais arte e em melhor qualidade de vida para os moradores de Cachoeira", justificou Wagner.





Ações





Somadas, as ações do Governo da Bahia no município contabilizam quase R$ 2 milhões e beneficiam milhares de famílias da região. O Cine-Theatro, tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) em 1937, estava desativado há cerca de 20 anos e teve investimento em torno de R$ 6 milhões para ser reativado.





As comemorações do dia 25 de junho, data em que os cachoeiranos deram início às lutas pela Independência da Bahia, começaram às 6h com uma salva de 21 tiros. Logo mais acontece a entrega o cineteatro, localizado na Praça Teixeira de Freitas.





O ato cumpre o que está previsto na Lei 10.695/07, aprovada pela Assembleia Legislativa da Bahia e sancionada pelo governador Jaques Wagner. O decreto determina que todos os anos, no dia 25 de junho, a sede do governo seja instalada no município, já que, nesta data, em 1822, começaram as lutas que culminaram no 2 de Julho. Em 2014, Cachoeira comemora 192 anos de sua independência de Portugal.





História





Em junho de 1822, os cachoeiranos assumiram a liderança do movimento que deflagrou a guerra pela independência baiana, ao reagir às investidas de uma tropa de militares portugueses, a bordo de canhoeira lusitana fundeada no Rio Paraguaçu, que tentava sitiar a vila com o objetivo de sufocar a mobilização popular contra a dominação colonial. E foi no dia 25 que vereadores reunidos no prédio da Câmara redigiram uma ata aclamando D. Pedro de Alcântara, príncipe regente perpétuo do Brasil, com o povo em marcha pelas ruas da então Vila de Nossa Senhora do Rosário do Porto da Cachoeira.





Pelos feitos heróicos de seu povo, o imperador D. Pedro I, em 1837, elevou a antiga vila à categoria de cidade, com a denominação de Heróica Cidade da Cachoeira. As comemorações na cidade também marcam a abertura das celebrações em homenagem ao Dois de Julho no Recôncavo Baiano. Até lá, acontecem várias atividades cívicas para comemorar o 25 de junho, a data magna de Cachoeira, e a Independência da Bahia

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